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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Pescarias em Cascais

Naquelas alturas em que o mar de Norte, ou de Noroeste não deixa entrar noutros locais, Cascais é um dos poucos sítios onde ainda se pode pescar abrigado, e onde por isso mergulho com alguma frequência.


Para além disso é uma zona, que mau grado ser bastante batida pelos pescadores submarinos, em certas alturas, e com a necessária persistência, ainda nos reserva algumas boas surpresas, como o demonstram estas fotos que aqui vos deixo das duas últimas caçadas que lá fiz.

Um abraço e bons mergulhos,

António Mourinha


Aventuras em África: Regresso a Cabo Verde


No interregno de uma deslocação a Cabo Verde, após vários dias de chuva, coisa rara por estas paragens, lá consegui convencer os meus companheiros para aproveitarmos o Domingo para sairmos da Cidade da Praia, e assim termos oportunidade de conhecermos alguns recantos da ilha de Santiago, sobretudo com o fito de poder voltar a mergulhar nestas águas cálidas e frequentemente cristalinas, povoadas de uma variadíssima fauna ictiológica.
Determinante para esse convencimento foi a promessa de futuras e abundantes refeições de base piscícola, para as quais me comprometi a fornecer a principal matéria prima!
Assim, no dia combinado, mau grado a chuva e o vento que se faziam sentir dos quadrantes de leste, lá fomos à procura de uma pequena aldeia de pescadores na costa Oeste, chamada Ribeira da Barca...

Perspectiva da baía da Ribeira da Barca

Aqui chegados, o nosso objectivo era ir um pouco ainda mais longe, procurando um recanto mais afastado chamado Achada Leite. Por acaso encontrámos um morador dessa Achada que se prontificou a mostrar-nos o caminho a troco de uma boleia. O caminho, ainda que em mau estado, era espectacular, bordejando o mar onde se sucediam as baías de águas calmas e transparentes. Tínhamos acertado na nossa opção: apesar do mau tempo em Praia, aqui não chovia e o mar encontrava-se calmo e limpo, sem sinais do desaguar de águas das ribeiras.

Baía a seguir a Ribeira da Barca

Chegados a Achada Leite, o nosso "anfitrião" conduziu-nos por uma vereda até ao ponto mais próximo com acesso ao mar, este estava calmíssimo e transparente: mal podia esperar por mergulhar! Para além de nos conduzir, o nosso amigo disponibilizou-se para nos trazer algumas frutas para nos saciar a fome e a sede após o mergulho. Prometi por isso dar-lhe alguns peixes, e ele pediu... Gata!...
Gata é um tipo de tubarão que é frequente em Cabo Verde, e que eu já tinha aqui visto (no Tarrafal, em 2007), não é perigoso, contudo atinge tamanhos consideráveis e que impõem respeito! Por outro lado não se pode sequer considerar um troféu pois uma vez encontrado não é difícil de arpoar. Eu respondi-lhe "Sim, sim..."

Perspectiva Sul da Baía de Achada Leite, com o rochedo conhecido por "Pilão".

Equipei-me rapidamente e num instante estava dentro de água, o acesso era uma autentica piscina natural em que ao lado da rocha, a pique, se achava um fundo com 4 metros de água e fundo de areia. Aí encontrei um pequeno peixe balão que me entretive a filmar, conforme poderão ver abaixo. Logo de seguida, e ainda no mesmo sítio, para testar a arma entretive-me a fazer um agachon a um Peixe-cirurgião, que capturei com facilidade, para espanto do Cte Ferreira Moreira, que se encontrava na rocha a observar...

Perspectiva Norte da Baía de Achada Leite, a partir do local de acesso à água.

Após este início nadei mais para fora e mais fundo. Pouco tempo depois, encontrei uma gruta com fundo de areia a cerca de 10 metros de profundidade e resolvi explorá-la. Quando acendi a lanterna senti algo grande a movimentar-se do meu lado direito, virei para lá a luz e vi a cauda enorme de um tubarão a levantar poalho. Virei a lanterna no sentido do corpo e até à cabeça e verifiquei que era um grande Tubarão-gata e em poucos segundos pensei se atirava ou não...

O Cte Ferreira Moreira ajuda-me a tirar o peixe cirurgião do arpão.

Rapidamente, resolvi testar o material e dar uma prenda ao nosso "anfitrião", de acordo com o seu pedido, e premi o gatilho... o tiro entrou atrás do olho e saíu nas guelras do outro lado, o tubarão, que parecia querer contornar-me pela esquerda, mudou imediatamente de direcção e passou-me à direita directo à saída da gruta.

Nadando à superfície.

Com a arma amarrada à boia, não foi difícil controlá-lo a partir da superfície, para além disso o tubarão nadava lentamente e sem fazer muita força, contudo contorcendo-se sobre o arpão. Pensei puxá-lo para a superfície e tentar arrematá-lo com o punhal, uma vez que parecia algo enfraquecido. Mais uma vez não foi difícil puxá-lo para cima, mas quando o bicho me sentiu a segurar no arpão, o caso mudou de figura: contorcia-se de forma poderosa e sem me dar qualquer hipótese de o controlar (nesta altura verifiquei que teria mais de dois metros). Com receio de me enrolar no fio larguei-o controladamente para o fundo.
Nessa altura ocorreu-me que o pessoal que estava em terra, o Cte Ferreira Moreira, o Major Santana, cavaleiro do Exército, e mais alguns locais que por curiosidade nos tinham vindo ver, e que não estava muito longe, poderiam puxá-lo directamente para as rochas e então chamei-os. Ao fim de algum tempo, não me parecendo obter resposta, fiz nova tentativa de arrematar o tubarão, e novamente a mesma situação, só que desta vez ainda tentei dar-lhe uma facada na cabeça, mas a faca não entrou mais de meio centímetro! O crâneo era duríssimo! Em contrapartida o arpão de 7,5 mm ficou num cotovelo!!! Mais uma vez deixei o animal seguir para o fundo, onde se começou a contorcer até que, de repente, a barbela deve ter fechado e o bicho soltou-se! Nessa altura chegava ao pé de mim a nadar, apenas com óculos e snorkel, o Cte Ferreira Moreira, sem saber ao que vinha: o Major Santana, que afinal tinha ouvido os meus gritos, dissera-lhe para ir lá ele ajudar, sem explicar de que se tratava!... Quando lá chegou, sem mais, apenas viu um bicho enorme a passar-lhe ao pé !...

Cte Ferreira Moreira nada em meu "auxilio"...

Depois disto fiquei com o arpão todo torto (mesmo depois da tentativa do nosso "anfitrião" de o endireitar), mas entrava na arma: nessas circunstâncias só me restava ver se encontrava o mesmo ou outro tubarão do mesmo género, pois o arpão já estava estragado e não dava para mais nada!
Então e não é que passado mais algum tempo vejo outro Tubarão-gata mais ou menos das mesmas dimensões, também numa gruta, mas desta vez com a cabeça de fora. Desta vez fui por cima e disparei-lhe mesmo na cabeça. Mas o arpão não entrou (mais uma vez este tubarão mostrou ser um cabeça dura!) e o animal apenas abanou a cabeça e foi-se embora paulatinamente...


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Olho-de-cão e Peixe-soldado

Mas ainda tinha que apanhar peixe para, pelo menos, cumprir as promessas de patuscada, pelo que apesar do cansaço das lutas e da adrenalina, tive que me andar a esfalfar para apanhar qualquer coisita e abandonar as ideias de qualquer troféu...


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Peixe-balão

As minhas capturas em Cabo Verde resumiram-se assim a alguns Olhos-de-cão (maravilhosos na grelha e em sequinho), a um Peixe-cirurgião, uma Garoupa, um Peixe-anjo (por indicação dos locais e de facto é delicioso, com uma carne como o Rascasso, mas de sabor mais suave - em contrapartida as tripas são pestilentas), um Peixe-papagaio com cerca de 2,5 kg (excelentes filetes) e um Peixe-porco com cerca de 3 kg (mais uma vez, consumido em filetes grelhados).

Afinal havia peixes grandes: atuns Albacora capturados à linha
por embarcações de pesca local em Porto Mosquito,
ao lado da Cidade Velha, património da Humanidade.

Ainda assim, após várias tentativas, consegui fazer um agachon com sucesso a um bom Badejo (teria 4 kg), mas o fio da arma enrolou-se nos elásticos e aquele escapou-se; vi uma tartaruga, vi um Mero com cerca de 2 kg num buraco, vários Peixes-balão entre muitas outras espécies.

Impressionantes eram também os cardumes de salmonetes, grandes (os cardumes e os peixes que os compunham), que pululavam em grutas ou reentrâncias com fundo de areia e que faziam como que ribombar a água nas mudanças bruscas de velocidade e direcção quando se assustavam...

Enfim, mesmo sem troféus, vale sempre a pena mergulhar em Cabo Verde...

Bons mergulhos,

António Mourinha



domingo, 17 de julho de 2011

CAÇA AO BURACO


Acerca de um ano descobri um buraco numa pedra que ninguém dá nada por ela, trata-se de um buraco quase imperceptível, mas de bom acesso e muito pouca profundidade (na baixa mar ronda os 2,5m). Este buraco tem sido a minha arrecadação de safios, mais ou menos de mês a mês encontro lá um…e sempre com tamanhos razoáveis, junto a este há também umas fendas que frequentemente têm abróteas, mas não as mato para não “secar” o spot.
Este tipo de pedras que vêm até á superfície, possuem muitos perceves, mexilhões e muita vida, logo muito alimento, tenho procurado outros buracos com estas características mas não tem sido fácil, eles existem mas são pequenos para alojar grandes safios, este buraco que vos falo tem uma área estreita com uns três metros de profundidade para dentro da pedra, mesmo à conta para alojar um safio de bom porte, que me lembre já de lá tirei uns cinco safios jeitosos.



Nesta primavera, depois de uns quatro meses sem mergulhar no cabo de Sines devido ao rigoroso estado do mar, consegui apanhar um daqueles dias em que o mar nos dá uma maravilhosa trégua e nos possibilita caçar mesmo encostados às pedras, depois de apanhar uns peixitos lá fui eu á dita pedra, mergulho e assim que me estou a aproximar das fendas vislumbro logo uma grande cabeça de safio a refundir-se para o buraco, visto que era um bom bicho vim para cima para preparar outro mergulho, mergulho novamente, acendo a lanterna e lá está ele, ainda curioso, dou-lhe um bom tiro na cabeça mas ele entortou o arpão todo e refundiu-se ainda mais para dentro, vou á bóia tiro outra arma e outro tiro certeiro, alguma luta, dois arpões tortos, um emaranhado de fios e 20 minutos depois já estava no enfião, passava dos 14kg. Arroz de safio para a família toda…




São estas coisas que nos fazem adorar este desporto…
Boas caçadas…
Jorge Luz




Pesca na Samarra


Após mais de um ano sem visitar este local, onde já se têm feito umas pescarias jeitosas, mas, devido às suas características, muitas vezes em condições difíceis, de mar (com correntes à mistura) e de visibilidade, lá pareceu reunirem-se condições propícias e desafiei o Chico Viegas para um mergulhito matinal. Quando chegámos verificámos que, de facto, o mar estava bom, mas a visibilidade não prometia... e com efeito assim foi, mal dava para se ver a ponta da arma, isto nos melhores sítios. Mas com estava a estrear as minhas novas barbatanas de carbono, umas GFT assimétricas, estava cheio de pica, sobretudo para fazer uns mergulhos, e por isso não iria desistir... desafiei o Viegas para irmos fazer uns mergulhos mais por fora, talvez déssemos com algumas pedras e a visibilidade melhorasse: fomos até aos 14 metros e nada, nem a visibilidade melhorava grande coisa, nem encontrámos pedras de jeito, então encostámos outra vez, cada um para o seu lado.

Mesmo sem visibilidade, o Chico deu com umas pedras com sargos e lá conseguiu trazer 5 sargos de dose, a comporem o enfião.

Quanto a mim, também vi alguns sargos, dos quais apanhei 3, todos "palmeiros" como os do Viegas, mas sobretudo dei com uma zona com polvos, com os quais me entretive durante o resto das quase 5 horas de pesca e que compuseram o grosso da pescaria.
As barbatanas portaram-se muito bem, tanto nos mergulhos a 14 metros, como a mergulhar baixinho, permitindo-me sobretudo fazer 5 horas de água sem grande cansaço nas pernas, mesmo com falta de treino. Há que continuar a experimentá-las noutro tipo de mergulhos e de caçadas para explorar melhor o seu potencial.

No final o Chico ficou surpreendido com os octópodes, pois ele não viu um único! Não pude deixar de lhe recomendar que mudasse as lentes de contacto...

Abraço e bons mergulhos,

António Mourinha

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Troféus de Junho

Há uns tempos que me tinha comprometido com o Mourinha a vir aqui escrever qualquer coisa...

Como sabem os mais atentos, participei no Campeonato Regional Açores em Abril, mas como a participação não foi grande coisa e também porque acabei por ficar sem fotografias do evento, nem cheguei a fazer a "reportagem".

No entretanto, quem porfia acaba por ter uns encontros interessantes e foi o que me aconteceu nos dois últimos fim-de-semana de Junho, a antever um verão que espero traga mais alguns troféus. Com o aquecimento das águas (ontem já marcava 20º e espero uns 22-23 daqui a um mês), os peixes maiores começam a ir aparecendo por aqui e pode começar-se a sonhar encontrar uma boa anchova, lírio, serra ou xaréu.

Em mais uma manhã passada nas imediações do molhe de Ponta Delgada, um dos melhores spots da costa sul de S. Miguel, onde se pode caçar dos 0 aos 18m e ver uns lírios, xaréus ou mesmo umas serras, quando estou a caçar à índio a uns 8m junto aos tetrápodes, passa-me por baixo das taínhas este belo exemplar de xaréu que viria a pesar 6,5kg. Tive a noção que se o tiro não fosse mortal, o peixe iria provávelmente pelo meio dos tetrápodes abaixo e lá se ia um arpão, mas óbviamente valia a pena correr o risco. A minha 90 com 2 elásticos de 16 portou-se lindamente e o tiro atrás do olho a saír na bochecha contrário deixou o peixe sem "pestanejar".



Na semana seguinte, aproveitando um belo dia de sol, dirijo-me à costa norte para fazer uma caçada na praia dos moínhos, um dos meus spots preferidos para os encontros com as anchovas, que elas já por aí andam. Ao longo do mergulho, vi-as por 3 vezes tendo inclusívé falhado um tiro escandaloso a um belo animal. Quando estava perto do fim do mergulho, eis que me aparece a bela anchova da foto (veio a pesar 6,9kg), confiante a entrar, tendo o tiro da 110 entrado atrás da cabeça e saído quase junto ao rabo. Estava batido o meu record de peso de anchovas e cumprido o objectivo do dia. É escusado dizer que regressei à praia com um sorriso de orelha a orelha.

Resta agora aproveitar o resto do verão para mais algum encontro que ocorra, pois a partir de Outubro estou de volta ao “contnente” e à realidade da pescasub em Portugal.


Abraço, boas férias e boas caçadas.

Rogério Santana

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Dia de Santa Abrótea


Mais uma caçada entre amigos na Praia da Foz. Neste dia andei mesmo feito "buraqueiro" à procura das abróteas: trouxe 4 para casa, 2 delas com mais de 2 kg, acompanhadas por uma Saima de 1,2 Kg e uma santola. Tudo capturas sem história, apanhados ao buraco. O Eurico, por sua vez, dedicou-se aos sargos e chocos que andavam mais na borda. Em suma mais um dia bem passado dentro de água, com excelentes condições e algumas capturas!

Abraço e vão para dentro de água, que é onde eles andam!

domingo, 17 de abril de 2011

Pesca Sub no Algarve: à procura de um Troféu.



Umas férias retemperadoras no Algarve foram o pretexto ideal para poder efectuar uns mergulhos nestas águas, procurando melhorar a forma e, porque mais comum nesta zona do país, esperando, quem sabe, a captura de um troféu há muito desejado: o Pargo, na forma de qualquer das espécies que ocorrem no nosso mar, o Legítimo, o Dentudo (este alvo de uma captura recente do camarada Santana precisamente no Algarve), o Mulato e o Sémia (este o mais gastronómico de todos), entre outros menos comuns.

Os primeiros dois mergulhos, efectuados com água um pouco turva e um levante fraco, serviram apenas para um recuperar de forma e para efectuar algum reconhecimento local, pouco mais valendo em termos de capturas que alguns chocos e polvos. Quando já me sentia em melhor forma e em condições de não fazer má figura telefonei então a dois amigos da zona com barco e que me poderiam levar às baixas por fora onde poderia procurar os troféus desejados. Contudo não tive sorte: um estava na Flórida em formação, enquanto o outro estava envolvido nas operações de recuperação de uma traineira que se tinha afundado no porto de pesca de Portimão... Tinha que procurar safar-me sozinho...
Depois de uma rápida visita a uma das Lanchas atracadas no PAN Portimão na qual pude observar nas cartas náuticas a posição de algumas baixas relativamente próximas de costa, havia agora que procurar localizá-las dentro de água, a parte mais difícil. Mas como quem não procura não acha, no dia com melhores condições de mar lá pus pés ao caminho, que é como quem diz barbatanas à água!

Depois de muito labutar lá dei com as malfadadas baixas e logo aos primeiros "agachons" entra um Pargo Sémia de tamanho que indiciava ter entre um e dois kilos, mas entrou do lado das barbatanas... Nas esperas seguintes virei-me ao contrário e na segunda lá entrou ele outra vez aproximando-se a ziguezaguear, olhando-me ora com um olho, ora com o outro, como que a medir as distâncias ... ou a preparar-se para partir. Quando achei que já estava a distância suficiente atirei, mas, ou porque distraído com a dança do peixe não apontei bem, ou porque ele ainda estivesse demasiado distante, o pargo baixou-se no último instante e o arpão passou-lhe por cima sem o atingir! Mau grado ter feito mais uma série de esperas no mesmo local o peixe nunca mais apareceu... Nem podia acreditar, tinha tido a oportunidade de capturar um troféu que já há muito procurava e tinha-a deixado fugir !...


"Quem porfia mata caça" : eis o desejado Pargo Sémia.

Mas havia que continuar a tentar pois com pargo ou sem pargo convinha pelo menos arranjar peixe para o jantar. Mais uns "agachons" e entra a tiro, no limite, um bom sargo, atiro quando este já se vira para fugir e acerto-lhe em cheio. Mas, quando começo a puxar, o sargo solta-se: a barbela não tinha atravessado! Quando já começava a praguejar com a segunda situação de má sorte seguida constato que o sargo não foge e apenas revolteia no mesmo sítio: tinha a espinha partida! Um rápido mergulho e apanho-o à mão pois não havia tempo de recarregar a arma antes de aquele poder chegar às pedras e eventualmente desaparecer.
Mais à frente um polvo de quase três kilos capturado sem história fez-me ter a certeza de que o jantar já estava assegurado!
Enquanto fazia mais umas esperas apareceu um grande cardume de Peixe-porco que começou a comer a ponta dos tentáculos do polvo que se encontrava pendurado na bóia! Para os espantar apanhei um e andei a picar os restantes, mesmo assim não bastou e tive que me afastar para outro local!
Novo local, novas esperas... entra um bom robalo, confiante, exibe-se bem à frente do arpão e fatalmente, após um tiro fácil, junta-se ao enfião. Finalmente as coisas começavam a correr melhor, mesmo sem pargo... mas o melhor estava mesmo reservado para o fim...
Já perto do final da jornada, no decurso de mais um "agachon", quando já se aproximava o momento de regressar à superficie eis que entra um bom Pargo Sémia, bem maior que o anterior. Já não muito longe de mim o pargo esconde-se detrás de uma rocha, numa manobra típica também das Saimas e Sargos, para depois procurar espreitar o "desconhecido" de um qualquer canto inesperado da rocha. Para evitar isto imediatamente nadei para contornar a rocha a partir do ponto em que aquele desaparecera. Primeiro vi-lhe a grande cauda e logo depois o lombo, imediatamente, antes que me visse ou sentisse, disparei, tendo-lhe acertado no lombo imediatamente por baixo da barbatana dorsal. Não sendo um grande tiro e sendo o peixe possante, para não correr o risco de rasgar prolonguei a apneia e agarrei-o logo, subindo com ele abraçado... este já não fugia! De facto assim foi e o meu troféu desejado para estas férias no Algarve pendia do meu enfião...

No regresso a terra ainda deu para apanhar um grande choco e depois já na praia seguiram-se as fotografias da praxe, no decurso das quais vim a verificar que o meu filhote bate o pai inapelavelmente no que diz respeito à pose de pescador... aí fica a foto a prová-lo.



"Este fui eu que apanhei!..."

Com votos de grandes pescarias e de que alcancem os vossos troféus,
Com um abraço subaquático,

António Mourinha

segunda-feira, 11 de abril de 2011

VIII Encontro de PescaSub do CNOCA - Sines 2011 - RESULTADOS

No passado Sábado, dia 9 de Abril, teve lugar o VIII Encontro de PescaSub do CNOCA - Sines 2011 (Canto Mosqueiro - Praia do Norte) onde estiveram presentes 11 atletas e mais alguns convidados.

A semana que antecedeu o evento foi de alguma apreensão, visto que as previsões nunca foram as melhores. Rapidamente se percebeu que haveriam condições para a realização do evento, contudo não seriam as melhores ou as que "todos" desejávamos. Assim, no próprio dia, tinhamos mar com 1 a 1,5m com alguma força, visibilidade na zona a Sul entre 6-8m, a Norte bastante mais fraca com a água muita "leitosa", as condições de entrada e segurança eram aceitáveis, o que permitiu que nenhum incidente se regista-se (Palhinha para a próxima prende melhor a prancha.....).

O dia começou cedo, com algumas deslocações a iniciarem-se por volta das 06:00. Ás 07:25 já chegava o 1º relato do local a reportar as condições de mar (obrigado Moura e João Guerreiro). Às 0920 já estávamos todos presentes. Inventaram-se algumas indefinições do local de entrada, mas tudo ficou tal como no início, o homem da casa sabe como é, entrada no Canto Mosqueiro - Praia do Norte. Seguiu-se um periodo para o pessoal se equipar, a fotografia da praxe e a entrada deu-se às 10:00.
Dentro de água, muita movimentação de pessoal num curto espaço, verificando-se que quase ninguém estava em forma e alguns acusaram algumas "gripes" mal curadas, pelo menos os ouvidos queixaram-se e muito. O pessoal foi saindo e as pescas não eram numerosas, contudo para o petisco quase todos lucraram: chocos, sargos, robalotes, uma abrótea, um rascasso, bodiões e uma dourada composeram os enfiões.
Com a vontade que o pessoal estava de seguir para o almoço, improvisamos as pesagens, claro e o Bruno Parta à espera do seu carro……, percebeu-se de imediato quais seriam os lugares do pódio e que o João Guerreiro estava quase, quase a pontuar (um sargo com 490g, por vezes 500g, quando ele abanava a base da balança, ou seja, a carrinha…. ehehehehe).

1º PescaSub: Jorge Luz (Dourada 520g / Bodião 630g / Sargo 700g) - 3.450 pontos <=> 100%
2º PescaSub: Francisco Viegas (Sargo 640g / Abrótea 820g) - 2.460 pontos <=> 71,30%
3º PescaSub: David Moura (Robalo 660g) - 1.260 pontos <=> 36,52%
4º PescaSub: Vasco Palhina (Robalo 630g) - 1.230 pontos <=> 35,65%
5º PescaSub: João Guerreiro; Bruno Prata; André Vieira; António Mourinha; Nuno Rosado; Eurico Vale; Hugo da Guia - 0.000 pontos <=> 000%

O almoço toda a gente imagina como foi, “muitas mentiras” sobre a pescasub, boa comida, animação qb, e como não podia deixar de ser, divulgou-se a “classificação” oficial e sortearam-se alguns prémios. Obviamente que o almoço serviu para o pessoal trocar contactos e impressões sobre a modalidade.
Agradecimentos em nome da Secção de PescaSub e Apneia do CNOCA e do próprio Clube: a todos os que participaram no Encontro; à LojaSub / Congro na pessoa do Gonçalo Mendão pelo patrocínio cedido que motivou os pescasub’s e enriqueceu o evento; à Capitania do Porto de Sines, na pessoa do seu Comandante, o CMG Félix Marques e aos meios por si disponibilizados e que efectuaram a segurança de quem também anda no Mar; e ao Jorge Luz por ter orientado o local do almoço.

FOTOS: (ver da frente pra trás) http://s609.photobucket.com/albums/tt178/hugodaguia/CNOCA/VIII%20Encontro%20PescaSub%20do%20CNOCA%20-%20Sines%202011/

Até à próxima,

O Seccionista,
Hugo da Guia

segunda-feira, 28 de março de 2011

Pesca no Azul - Workshop

Realiza-se no dia 16 de Abril na Quinta das Pedras Altas, em Alverca, o 1º Workshop sobre caça no Azul.

O evento é organizado pelo Forum Teampescasub e conta com o apoio do C.N.O.C.A. Esta iniciativa justifica-se pela importância que o nosso país tem na panorâmica da Caça no Azul a nível internacional, designadamente o facto de ser o único país da Europa com records oficiais IBSRC, 3 records do Mundo no total, um núnero superior a países como a Nova Zelandia e a Austrália.

A iniciativa conta com o alto patrocinio da IBSRC (International Bluewater Speafishing Records Comittee), desigandamente com a participação activa do seu presidente, o veterano Terry Maas, de quem será lida uma mensagem dirigida aos caçadores portugueses na sessão de abertura do evento. Outras prestigiadas instituições internacionais associaram o seu nome à iniciativa, caso da DiveWise e DFAC, bem como mais de 20 marcas de equipamento. No ambito do Workshop haverá uma exposição de material entrega de diplomas e dossiers técnicos, bem como sorteio de prémios oferecidos pelas marcas.


Participem...

domingo, 27 de março de 2011

FPAS: Regional Centro 2011

No passado fim-de-semana, dias 19 e 20 de Março em Cascais, realizou-se o Regional Centro de PescaSub.

O CNOCA fez-se representar por 2 dos seus sócios, Hugo da Guia e João Guerreiro, para estes a 1ª experiência em competição, a qual teve um balanço muito positivo (satisfatório considera o João Guerreiro a título particular).

A prova:
No 1º dia de prova o mar tinha um "toque" e a água não era muito limpa (embora dentro de água todos tivessem sido surpreendidos, visto que se esperava ainda pior), 2/3 m de visibilidade. O peixe escasso, praticamente só tainhas. Neste dia o Guia apanhou 4 tainhas e um safio (tainhas todas pontuáveis uma das quais com 1.855g, o safio não pesou) e o João Guerreiro fez a cota das tainhas contudo nem todas pontuaram (pesou 2 tainhas). Este último levou ainda um bom choco para casa.

As previsões para o 2º dia eram de mar mais calmo e água mais limpa, contudo essas não se verificaram e tivemos mais um dia em que o mar encostado tinha alguma força e a água quase sempre suja, 2/3m de visibilidade. Como também se esperava apareceram outros peixes em maior quantidade, salemas, alguns robalos (embora poucos), sargos e uma ou outra abrótea. Neste dia o Guia capturou 11 tainhas (8 pontuáveis. 3 não pontuaram pois pesaram 2 delas 495g e uma outra com 480g) o Guerreiro com uma pesca vistosa e mais diversificada sofreu com as penalizações, levou à pesagem 15 peixes: 6 salemas e 9 tainhas (pontuou 6 peixes já que os outros 9 não tinham o peso mínimo, tendo mesmo 4 deles penalizado. este atleta não foi o único a ser penalizado contudo aos da casa custa mais ver e .....).

Os Resultados:
1ª Jornada

2ª Jornada

Final - Clubes

Final - Individual

Para uma versão mais geral ver: http://www.fpas.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=71:campeonato-regional-centro-pesca-submarina-2011-&catid=19:noticias

Como resumo, considero a participação do nosso clube um sucesso, visto os resultados individuais e colectivos serem de destaque. Lembro que foi a 1ª experiência destes atletas e que tudo aconteceu em circunstâncias muito especiais, que podem ser contadas brevemente, quem sabe no próximo encontro do CNOCA.


Obrigado,

Hugo da Guia,
o seccionista.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

VIII Encontro de PescaSub do CNOCA - Sines 2011

No próximo dia 9 de Abril de 2011, vai ser realizado o VIII Encontro de PescaSub do CNOCA - Sines 2011. O Encontro, neste momento com os últimos preparativos a serem concluídos, vai assim cumprir com o desafio lançado no ano transacto.


Como vem sendo hábito, este evento destina-se evidentemente aos sócios do CNOCA, aos seus familiares e a alguns convidados... Este ano pretendemos colocar "de molho", ou seja, dentro de água - no Mar, o maior número de praticantes possível.... pelo menos os esforços têm sido feitos nesse sentido! Contámos que o almoço seja um factor motivacional e que nos ajude no alcançar desse objectivo... :)

No que à Pesca-submarina diz respeito, a zona escolhida para a entrada na água (1ª opção) é a Praia do Norte, sendo a zona de reserva a área da Praia do Burrinho. Vamos esperar para ver o que o Mar nos reserva! Após os praticantes desfrutarem de umas horas de água, na tentativa de apaharem os seus peixitos, segue-se o "tradicional" almoço com a distribuição de prémios e brindes pelos inscritos.

Iremos contar com o patrocínio de 1 a 2 marcas, sendo que irão ser distribuídas t-shirts a todos os participantes, prémios às 3 melhores pescas e alguns brindes.

MAIS INFORMAÇÕES:



Contámos consigo, obrigado!

Inscrições => 15 peixes (almoço 16 euros - pago separadamente):
- Hugo da Guia: 96 310 70 28 ou hugo_da_guia@hotmail.com
- CNOCA_CABO Luz: 21 275 16 14 ou cnoca@marinha.pt

O Seccionista,
Hugo da Guia

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Troféu de PescaSub do Dia da Marinha 2011 - Duplas à Barbatana

No âmbito das comemorações do Dia da Marinha 2011, vai decorrer no próximo dia 14 de Maio de 2011, o III troféu deste tipo associado às referidas comemorações.
A prova na modalidade de duplas à barbatana será organizada pelo CNOCA e apoiada pela FPAS.

Praia das Bicas - Meco, Sábado, 14 de Maio de 2011

Programa:
08:30/09:00- Inscrições (participantes em falta);
09:00/09:15- Distribuição Regulamento + T-shirt;
09:30/14:30- Prova de duplas à barbatana;
15:00/.....- Inicio refeição - Restaurante Cabana do Pescador (ementa a confirmar);
15:30/17:00- Pesagens;
17:30/.....- Entrega de Prémios/Diplomas + Sorteio de Material + Distribuição de Brindes + Actividades de Divulgação.

Custo por participante:
25 Euros: Participantes federados (com federação em dia) e outros participantes com seguro desportivo válido para actividades subaquáticas;
30 Euros: Participantes sem seguro válido.

Contactos:
Clube Náutico dos Oficiais e Cadetes da Armada
Base Naval de Lisboa
Alfeite
2810-001 Almada
Telef. e Fax: 21 275 16 14
email: cnoca@marinha.pt ou hugo_da_guia@hotmail.com

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